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O que são Bioinsumos - Uma nova política para os bioinsumos

A inovação na agricultura vem, cada vez mais, perpassando pelo desenvolvimento dos chamados bioinsumos, assim entendidos como aqueles que possuem ativos biológicos em sua composição, como fertilizantes, inoculantes, biorremediadores, defensivos biológicos e extratos vegetais. Tratam-se de alternativas compostas por elementos advindos da própria natureza (microorganismos, macroorganismos, extratos biológicos, biomoléculas naturais ou equivalentes) destinadas ao crescimento, aumento da imunidade, controle de pragas e doenças, dentre outras funções, utilizadas na produção de plantas e animais.

Os mercados globais dos biodefensivos e biofertilizantes, dois dos mais representativos bioinsumos, apresentam, nos próximos cinco anos, perspectivas de crescimento de aproximadamente 14.1%, cada um, enquanto apenas a América Latina tem a possibilidade de testemunhar números ainda mais elevados (Mordor intelligence). Tais promessas acompanham as expectativas de expansão do mercado de produtos orgânicos que deverá girar em torno de US$ 323 bilhões de dólares em 2024.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, em uma ação que caminha em boa direção, realizou, nos últimos dias, seminário para dar início às discussões do Programa Nacional de Insumos para Agricultura Orgânica, também chamado de Programa Bioinsumos. O projeto a ser desenvolvido pelo Grupo de Trabalho tem como objetivo principal “sistematizar e fomentar todos os serviços, tecnologias, produtos e processos relacionados aos bioinsumos para toda a agropecuária brasileira, identificando as necessidades do setor e propondo caminhos para estimular o seu desenvolvimento”.

Vale lembrar que a edição do decreto 6.913/09, que alterou o decreto 4.074/02, foi um divisor de águas no sentido de fincar a diferença essencial entre os produtos biológicos e os químicos, trazendo procedimento diferenciado para os produtos microbiológicos que tenham em sua composição apenas elementos permitidos na legislação de orgânicos, nos quais estão incluídos, nos termos dos anexos da IN Mapa 46/2011, os microrganismos (biorremediadores) e os agentes de controle de praga e doenças.

A consolidação dos bioinsumos representa a materialização da bioeconomia, pois, por apresentarem na maioria das vezes “tempo de prateleira” mais reduzido que os químicos tradicionais, demandam a interiorização da tecnologia e do conhecimento que deverão estar próximos aos locais de produção, ampliando assim, o desenvolvimento socioeconômico das mais diversas regiões agrícolas do país.

Portanto, a iniciativa do MAPA merece todo o apoio, seja no contexto da agricultura orgânica, seja no ambiente da agropecuária convencional, isso porque o estímulo às práticas sustentáveis não deve se limitar ao mercado de produtos orgânicos, devendo ser ampliado e solidificado em toda cadeia produtiva tradicional, em especial em um país detentor de grande biodiversidade como o Brasil, que precisa estimular o empreendedorismo e o engrandecimento da economia regional, com alto valor agregado, principalmente no setor que representa a base do nosso PIB.

Texto de: Roberta Jardim de Morais
Fonte: https://www.migalhas.com.br/depeso/302868/uma-nova-politica-para-os-bioinsumos

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